O Nosso Paradigma de Pesquisa 

 

 

A nossa organização não segue o paradigma de pesquisa tradicional Newtoniano-Cartesiano (ponto de vista ou construto teórico) predominante na ciência atual, que considera que a realidade consiste, unicamente, num universo físico operando sob leis físicas. Em vez disso, a nossa pesquisa é conduzida com bases num novo paradigma ou forma de ver a realidade, que inclui genuínas experiências multidimensionais, parapsíquicas, “espirituais”, e “transcendentes”, vividas por milhões de pessoas ao redor do mundo. Quando estas experiências são investigadas de forma imparcial, racional, e objetiva, apontam para a conclusão de que vivemos dentro de uma realidade multidimensional maior, que, até hoje, foi em grande parte ignorada pela ciência.
 
O paradigma materialista ou mecanicista Newtoniano-Cartesiano argumenta que o mundo físico é composto de entidades básicas com propriedades específicas. De acordo com esse paradigma, reduzindo o mundo físico às suas entidades ou partes básicas, podemos determinar um universo físico completamente conhecível, previsível e, portanto, controlável (reducionismo, fisicalismo).
 
Com o objetivo de aumentar a objetividade, investigadores fisicalistas limitam-se àquilo que é fisicamente observável ou que produz efeitos que podem ser registados por um aparelho físico.
 
Milhares de experiências multidimensionais, parapsíquicas, ou "espirituais", vivenciadas por pessoas ao redor do mundo, envolvem acontecimentos objetivos e ocorrências que podem ser observadas, no entanto, os sentidos e aparelhos físicos, tipicamente, não captam os dados observáveis, ou no melhor dos casos, uma fração destes. Atualmente, o melhor aparelho disponível para registar tais observações é a consciência humana, idealmente aquela que tenha sido aguçada por anos de treinamento e desenvolvimento energético e parapsíquico.
 
Isto leva-nos ainda para mais longe do materialismo científico. Sob o paradigma materialista ou fisicalista, investigadores limitam-se a observações na terceira-pessoa, ou seja, tentam permanecer objetivos de modo que o que acabam observando é (supostamente) não influenciado pelos seus processos percetivos subjetivos. Tal método tem os seus méritos relativos, mas limita, significativamente, o desenvolvimento de novo conhecimento quando exclui do estudo as experiências parapsíquicas do investigador (existem, também, perguntas quanto à possibilidade da existência de objetividade absoluta – essas perguntas são exploradas noutra parte deste site). A Parapsicologia é um exemplo perfeito: durante 125 anos vem tentando fazer progressos nesta área, tendo como objetivo e apoiando-se, principalmente, em relatos de experiências de terceiros. É muito difícil para um pesquisador entender profundamente certos fenómenos, se ele ou ela nunca os experimentou pessoalmente, ou se os experimentou só uma ou duas vezes na vida. De acordo com o novo paradigma de pesquisa utilizado pela IAC, os pesquisadores podem usar as suas próprias experiências parapsíquicas legitimamente, e as suas percepções parapsíquicas das experiências parapsíquicas ou energéticas de outros, como dados para a sua pesquisa. Esta metodologia enriquece o debate e estabelece uma base mais avançada de conhecimento, permitindo que a discussão vá além de perguntas elementares tais como: A percepção extra-sensorial (PES) é possível? Em vez disso, perguntas tais como: Como posso desenvolver a minha PES?, e: Que benefícios poderia usufruir com o melhoramento da minha PES?
 
 
O PROBLEMA
 
Por mais de trezentos anos, a ciência, em grande parte, limitou-se a estudar objetos físicos que podem ser observados por múltiplos investigadores com os seus sentidos físicos e as suas extensões tecnológicas. Esta ideologia positivista ou cientificista afastou a psicologia introspectiva de William James, reforçando o behaviorismo que via seres humanos como máquinas biológicas que respondem aos estímulos do ambiente. Poucos pesquisadores ganharam respeito pesquisando o microuniverso, as ações internas da mente, o sentimento de ser alguém, de ter pensamento, emoção, ou experiência – ou o que filósofos chamam qualia.
 
Ainda há censura pesada, autocensura, e falta de financiamento para experiências que continuam a desafiar o modelo materialista, tal como Experiências de Quase Morte (EQM). Hoje, a pesquisa da consciência atingiu interesse maior, mas a maioria dos pesquisadores ainda defende que a autoconsciência surgiu da biologia pelo processo casual de mutação de genes e seleção natural. Ironicamente, mesmo a parapsicologia tende a limitar-se à instrumentação e teorias físicas (tal como quantum entanglement) uma vez que os pesquisadores não são treinados para ter as suas múltiplas experiências psíquicas que os podem levar à observação da realidade multidimensional.
O problema é que a ciência está tão longe de uma resposta e pesquisadores proeminentes como Steven Pinker admitem que não parece haver nenhuma explicação adequada para justificar por que qualia deva resultar da evolução biológica ou como surgiu. Apesar de ter recebido o valor de 1 mês de financiamento de pesquisa no século passado, quando comparada à psicologia, a parapsicologia produziu resultados intrigantes e a procura por evidências "incontestáveis" continua. Convencer cientistas que têm a sua opinião formada até ao ponto de uma crença fixa, historicamente provou-se fútil. Não estamos a tentar colocar um elefante dentro de uma caixa de fósforos quando exigimos evidências físicas e replicáveis de acontecimentos não-físicos que são altamente complexos e não estritamente replicáveis? 
 
 
A NOSSA SOLUÇÃO
 
Podemos cientificamente avaliar se a experiência fora do corpo (EFC) é o resultado de atividade neurológica ou se revela dimensões além da realidade física: uma nova fronteira para a ciência e o desenvolvimento humano? Em resumo, pode a EFC falsificar o paradigma materialista ou fisicalista, incluindo o discurso de que, quem e o que somos está no cérebro? A EFC poderia permitir que estudássemos processos escondidos da nossa consciência normal. A diferença é que o cientista não pode ser somente observador: cada pesquisador precisa de empreender centenas de expedições para começar a entender a EFC e o que revela sobre, as assim chamadas, anomalias, e mesmo sobre situações frequentemente desprezadas da nossa vida diária. Claramente, uma nova ciência, um novo paradigma, expectativas e regras distintas devem ser aplicadas a fenômenos que vão além da realidade física. A Projeciologia trata fenômenos psi num modelo holístico, reconhecendo que são todos ligados à EFC e à energia subtil, que não podem ser experimentados, investigados e entendidos através dos sentidos físicos e da tecnologia. A pesquisa e treinamento da IAC é baseada numa estrutura alternativa – o paradigma consciencial – que sugere que a maioria dos cientistas estão a fazer a pergunta errada, baseados, portanto, numa perspetiva inadequada. As experiências como clarividência e experiência fora do corpo podem revelar ao pesquisador-observador que ele ou ela (o objeto da observação) não é limitado(a) ao corpo ou dimensão física, pode sobreviver à morte biológica, e, consequentemente, não é de origem física. A corroboração com a experiência de outros pesquisadores e experiências compartilhadas ou em conjunto permite que cientistas alcancem conclusões mais objetivas e científicas, da mesma forma das múltiplas observações subjetivas e análises da ciência convencional. O paradigma consciencial pode ser visto como um positivismo lógico multidimensional, porque ainda é baseado no uso de tautologias lógicas e observações de experiência na primeira-pessoa, mas sem restringir o tipo de experiência à percepção física.
 
 

REFERÊNCIAS

Toward a Science of Consciousness 2004, invited talk, Steven Pinker. Tucson, Arizona. 

 

 

 

This post is also available in: Alemão Inglês Espanhol Italiano