Ciência na IAC

A IAC se dedica ao estudo da consciência (personalidade integral, essência individual, alma, espírito) na sua totalidade, pesquisando a natureza das nossas manifestações numa perspectiva abrangente, englobando a nossa natureza física e a multidimensional (não-física). Essa abrangência propicia o aprofundamento do conhecimento sobre a vida humana, proporcionando maior orientação e compreensão do propósito da nossa existência.

Em consonância com essa abordagem, a IAC promove o desenvolvimento de novas metodologias de pesquisa, técnicas e estudos de ponta, buscando integrar os aspectos multidimensionais da consciência e experiências multidimensionais relativas a esta área à ciência contemporânea. Isso é feito através da realização de debates científicos interdisciplinares relacionados à pesquisa da consciência e dos fenômenos parapsíquicos, através de fóruns, palestras públicas, congressos, periódicos e outras publicações científicas.

Da mesma maneira que as ciências convencionais se baseiam na regularidade dos fenômenos da natureza, a Conscienciologia parte do princípio de que há regularidade também na experiência humana e na maneira como está estruturada. Por exemplo, a linguagem é possível porque os seres humanos são capazes de compartilhar significados que são completamente internos e subjetivos. Da mesma forma, a ciência se faz através de significados compartilhados.

Ao estudar exaustivamente a consciência, foi necessário criar um vocabulário específico para nomear os vários tipos de fenômenos parapsíquicos e experiências vivenciadas pelos pesquisadores da Conscienciologia que, assim, dispõem de uma linguagem técnica para descrever, comparar e estudar suas experiências.

Podemos avaliar cientificamente se a experiência fora-do-corpo (EFC) é apenas o resultado de atividade neurológica ou se revela a existência de dimensões além da realidade física? Iria isto nos levar a uma nova fronteira para a ciência e para o desenvolvimento humano? Em resumo, pode a EFC falsificar o paradigma materialista ou fisicalista, que se baseia no princípio de que, quem e o que somos é resultado apenas da atividade cerebral? A EFC nos permite estudar os processos psíquicos a partir de uma perspectiva multidimensional, que poderia revelar processos desconhecidos em nosso estado de lucidez habitual. Poderia até ser um meio para verificar a nossa existência para além desta vida, numa dimensão mais sutil da realidade. Neste estudo, o cientista não pode ser apenas um observador. Os pesquisadores precisam produzir experiências pessoais suficientes, a fim de começar a entender a EFC e o que ela revela sobre as chamadas anomalias e, até mesmo, sobre situações muitas vezes negligenciadas na nossa vida diária. Contudo, devemos reconhecer que pesquisadores de mente aberta, investigando relatos de EFC e suas características, tais como Robert Crookall (1890-1981), fizeram grandes contribuições para o entendimento e a análise científica da EFC, ao compilar milhares de relatos e chegar a conclusões comumente alcançadas por outros projetores lúcidos.

Porém, sendo uma ciência nova, com um novo paradigma, expectativas e regras distintas devem aplicar-se aos fenômenos que vão além da realidade física. O paradigma consciencial, adotado na Conscienciologia, trata fenômenos psi através de um modelo holístico, ao reconhecer que eles estão ligados à energia sutil, que não pode ser experimentada, investigada e compreendida através somente do uso dos sentidos físicos e da tecnologia.

A pesquisa e treinamento realizados na IAC se baseiam numa estrutura alternativa, que sugere que a maioria dos cientistas pode estar fazendo a pergunta errada ao se basear numa perspectiva inadequada. Experiências como a clarividência e a experiência fora-do-corpo podem revelar ao pesquisador-observador que ele ou ela (o objeto da observação) não é limitado(a) ao corpo ou dimensão física, pode sobreviver à morte biológica, e, portanto, não é de origem física.

Experiências multidimensionais, como a EFC (e a EQM), possibilitam a observação do que existe após a morte biológica. Tais estudos têm aplicações bastante práticas, auxiliando as pessoas a superarem o medo da morte e suas derivações, assim como propiciar o estudo de tais tópicos sem nenhum tipo de misticismo. Também permite que indivíduos e pesquisadores adotem uma perspectiva que vai além das observações de uma única vida física.

Apesar de não ser facilmente replicável, a corroboração com a experiência de outros praticantes ou pesquisadores e experiências conjuntas, permite aos cientistas chegarem a conclusões mais objetivas, baseadas em consensos, conclusões científicas, afins às múltiplas observações subjetivas e análises da ciência convencional. O paradigma consciencial pode ser visto como um positivismo lógico multidimensional. É baseado no uso de tautologias lógicas e observações de experiências de primeira-pessoa, sem restringir o tipo de experiência à percepção física e sem aplicar as mesmas exigências da pesquisa fisicalista.

A IAC segue princípios científicos, sem limitar-se ao paradigma de pesquisa newtoniano-cartesiano, reducionista e materialista, predominante na ciência atual, que considera que a realidade consiste unicamente de um universo material operando sob as leis físicas.

Nossas experiências pessoais e experimentos de laboratórios conscienciais sugerem fortemente que a consciência pode funcionar em uma realidade multidimensional. Ao invés de tratar as experiências “psíquicas”, “espirituais”, ou “transcendentes” relatadas por milhões de pessoas ao redor do mundo como ilusórias, pretendemos pesquisar estas experiências de uma maneira imparcial, racional e participativa. Denominamos este novo paradigma, que baseia e fundamenta nossas abordagens de pesquisa e educação, paradigma consciencial.

A noção subjacente do paradigma consciencial é que a consciência não é um subproduto da matéria ou energia, mas sim, outra propriedade ou elemento da realidade. Assim, seu estudo não pode ser completo sem o reconhecimento da experiência direta e pessoal dos fenômenos não ordinários vivenciados pela consciência. Isso se estende além das abordagens da física, da biologia, da neurociência e de outras ciências convencionais.

Um grande desafio apresentado ao paradigma consciencial é de como conduzir a ciência para além da realidade material, visto a ausência de medição objetiva ou física. A partir do paradigma consciencial, uma única observação subjetiva é problemática, uma vez que é difícil distinguir entre uma observação fatual e imaginação, criação, percepção distorcida, excesso de otimismo, ou um estado alterado puramente subjetivo. Um consenso científico em evolução desenvolve-se através da comparação e contraste dos relatos de experimentadores-pesquisadores, muitos dos quais são treinados na ciência e na produção voluntária de fenômenos psi.

Para que esta abordagem se mantenha científica, é fundamental que todas e quaisquer hipóteses estejam sujeitas aos testes da razão, evidências subjetivas, intersubjetivas e objetivas, e modelos alternativos. Um consenso deve ser relativo, limitado e temporário, como nas ciências convencionais, com pesquisadores representando várias escolas de pensamento, mesmo quando considerados os mesmos dados.

Assim, de acordo com a IAC, a Conscienciologia deve ter uma abordagem diferente da abordagem das religiões, dos grupos fechados, ou comunidades totalitárias que são dominadas por um pequeno grupo de indivíduos influentes, muitas vezes considerados infalíveis ou mais evoluídos. Isso pode resultar em pontos de vista anticientíficos, etnocêntricos, centralizados, homogêneos, preconceituosos, ou raramente desafiados. Ciente destas armadilhas, a IAC tomou a si a responsabilidade de prevenir que a Conscienciologia, uma neociência de ponta, não venha a se desenvolver fora dos princípios científicos. A IAC defende uma ciência participativa, heterogênea, multicultural, multidisciplinar, ética e que abranja a subjetividade das experiências multidimensionais. Para continuar a ser uma ciência, a Conscienciologia não deve nunca se divorciar da razão, da lógica, da coerência, do ceticismo saudável, do questionamento, da independência e da diversidade.

A ciência não tem dono, e nenhum indivíduo, grupo, local ou instituição central deve deter o poder de controlá-la. A IAC não se exime desta regra. Toda ciência, incluindo a Conscienciologia, deve desenvolver-se e progredir baseada no acúmulo de evidências, debates, replicações e refutações das pesquisas publicadas. Para a ciência progredir, ela deve ser aberta a especulações técnicas e ao questionamento mesmo daquelas ideias consideradas absolutamente “comprovadas.” Como tal, uma publicação científica deve ser livre de censura. Portanto, a análise feita por colegas especialistas visa a promover a criação de obras originais, profundamente estruturadas e embasadas.

A ciência é motivada por uma busca universal de conhecimento que liberta nossas mentes, nos esclarece sobre a natureza do eu e da realidade em que vivemos, propicia nosso progresso tecnológico, e resulta em maior bem-estar para a civilização. Ética, progresso, evolução, a busca de verdades relativas de ponta e o bem-estar de nossos companheiros humanos e pré-humanos deve ser a base e força motriz para toda pesquisa, projeto, publicação ou discussão científica.

A Conscienciologia, como qualquer outra ciência, deve considerar as contribuições científicas a partir de seus próprios méritos, sem discriminações baseadas na afiliação institucional, país de origem ou de residência, sexo, profissão ou cultura.

As ideias devem ser debatidas sem recorrer a ataques ad hominem, campanhas difamatórias, calúnia, ou acusações que não têm nenhuma prova objetiva, mas que se apoiam em fofocas e supostas percepções parapsíquicas, às vezes manipuladoras e politicamente carregadas. Por exemplo, as características observáveis e verificáveis da personalidade nesta vida são mais importantes do que qualquer que tenha sido, ou não, a personalidade numa vida anterior. Informações que supostamente provêm de fontes consideradas mais avançadas, e que não são facilmente comprovadas, são bastante suspeitas. A ciência não permite títulos e posições baseadas em aspectos não verificáveis, superioridade divina ou autoridade inacessível. Ao contrário, o mérito é obtido através de trabalhos realizados, mas nunca resultando em atitudes gurulátricas de infalibilidade ou verdade absoluta, típica das religiões, cultos, e estados totalitários.
Visão

A IAC visa a uma ciência conscienciológica estabelecida como área de estudo permanentemente reconhecida, e com as seguintes características:

  • Coerente com o espírito científico e princípios éticos, livre de barreiras restritivas de qualquer tipo.
  • Inclusiva a estudos teóricos, filosóficos e práticos. Aberta ao conhecimento gerado por qualquer linha de conhecimento, aplicando a crítica multidimensional e experimental para aproveitar o que for consistente.
  • Capaz de melhorar o conhecimento, ao mesmo tempo que está disposta a descartar abordagens inapropriadas, assim como crenças e ideias antiquadas e arraigadas.
  • Um campo de estudo imparcial, ético, e igualitário, ao mesmo tempo realista, bem fundamentado e coerente com princípios científicos, de modo que todos os indivíduos possam contribuir com trabalhos baseados em seu próprio mérito e maturidade.
  • Não dogmática, universalista e aberta às várias ideias e abordagens que contribuem para a expansão do conhecimento sobre a consciência, preservando princípios científicos e desencorajando ativamente regressões a escolas de pensamento mais fechadas.
  • Um grupo de pesquisadores e campo de estudo determinados o suficiente para superar o contrafluxo e encarar as críticas dos céticos que carecem de mente aberta para um paradigma mais amplo, que abrange a multidimensionalidade e as capacidades não ordinárias da consciência.
  • Um grupo de pesquisadores que abraçam o desafio de desenvolver um paradigma não reducionista para a ciência, que é menos limitado pela matéria, e que, ao mesmo tempo, respeita princípios importantes e essenciais da ciência. Um estudo científico multidimensional para verdadeiros livres pensadores.
  • Um conjunto de pesquisadores que ousam criar novas metodologias de pesquisa das manifestações extrafísicas e conduzir experimentos utilizando as mesmas.
  • Um campo onde seus pesquisadores, acadêmicos e professores reconhecem suas limitações referentes aos fenômenos que não são capazes de produzir pela própria vontade, ao mesmo tempo que valorizam fenômenos que podem manifestar e as evidências da pesquisa de outros indivíduos e de suas experiências pessoais.
  • Um grupo de pesquisadores que, na ausência de evidência suficiente, mantém discernimento para pensar sobre o problema ou o fenômeno (ciência teórica), sem pontos de vista dogmáticos, evitando a religiosidade mística, o cientificismo reducionista, ou a ciência tendenciosa.
  • Um campo de estudo em que especialidades e diferenças de abordagem são respeitadas, desde que não tendenciosas e leais aos princípios científicos e éticos.

Publicado pela IAC, o Journal of Conscientiology (JofC) tem sido o veículo internacional oficial da comunicação científica da Conscienciologia desde 1998. O JofC serve como um fórum aberto para a apresentação de pesquisas conscienciológicas, estudos da consciência e debate científico.

O Journal, cuja coleção completa está disponível eletronicamente através do site www.jofc.org, compila artigos de cerca de 350 estudiosos de todo o mundo, afiliados a 36 instituições diferentes.

Uma publicação revisada por colegas, ela hoje está listada em índices internacionais (EBSCO) e é altamente classificada pela QUALIS. É distribuída em 35 países e colecionada por várias bibliotecas e instituições de pesquisa internacionais.

 

O Prêmio Global para Contribuição Científica em Conscienciologia oferecido pela IAC é um programa dedicado ao incentivo da pesquisa em Conscienciologia e também ao reconhecimento de pesquisas relevantes na área. Homenageia pesquisadores que publicaram trabalhos que tenham trazido avanços teóricos ou empíricos significativos em qualquer subdisciplina da Conscienciologia (ciência da consciência), levando à compreensão ou concepção de conceitos importantes.

Como o objetivo fundamental do programa é o avanço da Conscienciologia, o prêmio é oferecido para fomentar atividades de maior escala de investigação e projetos que visem a produzir um impacto significativo no corpo de conhecimento, metodologia de pesquisa e comunicação da ciência Conscienciológica e suas subdisciplinas correspondentes.

O Prêmio Científico Global IAC serve também para enfatizar a importância que a IAC atribui às iniciativas de pesquisa em Conscienciologia, tanto as de pesquisa formal quanto de autopesquisa. O prêmio é visto como uma parte integrante do objetivo permanente da Conscienciologia de fazer avançar as ciências dedicadas aos estudos da consciência. Propicia o diálogo entre conscienciólogos e cientistas tradicionais em geral, a partir de um paradigma científico mais adequado, não reducionista ou puramente mecanicista.

  • Simpósio Global de Inversão Existencial
  • Congresso Internacional de Conscienciologia
  • Simpósio Internacional de Investigação Conscienciológica
  • Simpósio Internacional sobre Desperticidade
  • Simpósio Internacional sobre o Estado Vibracional
  • Patrocínio de uma publicação científica (Journal of Conscientiology, JofC) imparcial e livre de censura.
  • Criação de um prêmio em reconhecimento das pesquisas de qualidade em Conscienciologia, para incentivar novos projetos de pesquisa: Prêmio Global IAC para Contribuição Científica em Conscienciologia.
  • Organização de uma conferência internacional para debater metodologia e epistemologia científica em Conscienciologia (Simpósio Internacional de Pesquisa Conscienciológica).
  • Organização de uma conferência para discussões abertas sobre a ciência da consciência sob uma abordagem multicultural e multidisciplinar, reunindo pesquisadores internacionais, com o objetivo de estabelecer uma ciência não reducionista (Congresso Internacional de Conscienciologia).
  • Aplicação Acústica para Prática Projeciológica
  • Análise dos efeitos do estado vibracional e técnicas energéticas através da fMRI
  • Aplicação da Inteligência Evolutiva
  • Bases para o Energograma
  • Bases para o Despertograma
  • Bases para a Holochacralogia
  • Características energéticas e influências dos laboratórios conscienciais sobre experimentação em primeira mão de fenômenos parapsíquicos
  • Chacras: órgãos sutis
  • Compreendendo a Reciclagem Existencial: suas causas, efeitos e técnicas
  • Energossoma: análise parafisiológica e para-anatômica
  • Estudo dos aspectos neurológicos do Estado Vibracional através do uso de fMRI
  • Estudo dos fatores que dificultam a projeção em diferentes tipos de indivíduos
  • Estudo online do EV
  • fMRI como um meio para detecção e medição de bioenergia (energia sutil)
  • Gestações mentalsomáticas na Conscienciologia
  • Hipótese do mecanismo de ativação energossomática
  • Holocarma: mecanismo de autorregulação da evolução
  • Identificação dos parâmetros mensuráveis ​​do EV (Estado Vibracional)
  • Métodos para ampliar a intuição
  • Padrão holossomático de portadoras do câncer da mama
  • Paratecnologia e paraecologia
  • Pesquisa Online da EFC: um estudo completo e universalista sobre o fenômeno da experiência fora-do-corpo
  • Percepção extrafísica: uma pesquisa experimental
  • Procedimento Pontual Progressivo para EFC
  • Reciclagem intraconsciencial: Princípios Básicos e Processos
  • Sincronicidades, coincidências, acidentes e eventos cármicos: uma análise para estabelecer correlações e diferenças
  • Tecnologia Bioenergética